Sérgio Magalhães

A máquina das máquinas e a identidade eterna

Posted on 15/04/2014

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A mão serve de fórmula de identidade, capaz de gerar e criar infinitamente e até infimamente marca. A mão enquanto elemento do corpo, correlaciona-se com a formatação do cérebro que lhe indica e permite acção, atitude, intenção e intrusão sobre algo. A transmissão do raciocínio para uma materialização constantemente diferente ou constantemente igual (grupo) consoante a intenção no nível um (a mão).

A força, a dobra, o volume, a posição ou a matriz de cada uma delas definem o infinito: cada suporte é gerado de forma única e irrepetível; cada suporte torna-se num objecto físico identitário sem precedentes ou consequentes. Cada resultado expressa-se uma só vez. A noção do corpo enquanto intervenção e visão dos objectivos maiores – identidade humana: com personalidade, características, físico, erro e ilimitadamente “accionante”.

A máquina das máquinas requer-se apenas a si própria, serve de layer base, nível um na capacidade de criação. Pode ser também filtrada ou exposta a outras máquinas: luz, gesso, grafite, tinta…) que lhe dão mais camadas – layers de protecção (máscaras). Enquanto materialização o conceito mão é Ser, vida e entidade moldável, que pode representar-se pela mancha, sombra ou marca do peso.